A arte da liderança visionária – construindo visões compartilhadas!



Uma visão compartilhada não é uma ideia. É uma força no coração da equipe, uma força de impressionante poder. Não existe organização que aprende e evolui sem uma visão compartilhada, sem um impulso em direção a meta que as pessoas desejam realizar. Ela até pode ser inspirada por uma ideia, mas quando evolui passa a ser estimulante o suficiente para conquistar o apoio de mais pessoas.


Assim como a visão pessoal é um retrato ou imagem de um indivíduo, as visões compartilhadas são imagens das pessoas que constituem uma organização. E essas pessoas desenvolvem um senso de comunidade que permeia o todo e dá coerência as práticas da empresa.


Quando realmente compartilham uma visão dentro da empresa, as pessoas sentem-se conectadas, e isso ocorre quando juntos, eu e você, temos a mesma imagem e assumimos o comprometimento mútuo de manter essa visão. Acredita-se que uma das razões pelas quais as pessoas buscam visões compartilhadas, é seu desejo de sentir-se conectadas a um projeto maior.


Apesar de a “visão” ser um conceito recorrente na liderança de empresas, nem sempre ela ocorre de fato. Geralmente, é a visão de uma única pessoa imposta a uma organização, acarretando na melhor das hipóteses, aceitação desta visão, e não o comprometimento a curto e longo prazo dos envolvidos. Pois, a visão compartilhada conta com o verdadeiro comprometimento de muitas pessoas, visto que reflete a visão pessoal de cada uma delas.


A visão compartilhada também favorece as equipes a exporem suas ideias, a desistirem de posicionamentos equivocados e também a reconhecer dificuldades pessoais e organizacionais, estimula a coragem para fazer o que for necessário para realizar a visão. Quando as pessoas estão imersas em uma visão, elas frequentemente arriscam e experimentam, mudam e tentam de novo quando algo não dá certo.


O detalhe é que não existe fórmula para “encontrar a visão’, mas há princípios e diretrizes que ajudam a desenvolver uma visão compartilhada. Há uma disciplina emergente que se dedica a isso, e ela amplia os princípios e insights do domínio pessoal ao mundo das conspirações coletivas e do comprometimento compartilhado.


“Na presença da grandeza, a trivialidade desaparece” Robert Fritz

Texto elaborado com base no livro: “A Quinta Disciplina – Peter M. Senge, 2016”.


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